/“TURISMO. OPÇÕES ESTRATÉGICAS” É O TEMA CENTRAL DO CONGRESSO DA APAVT

“TURISMO. OPÇÕES ESTRATÉGICAS” É O TEMA CENTRAL DO CONGRESSO DA APAVT

Turismo. Opções estratégicas” é o tema do 45º congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), revelado esta terça-feira, dia 16, pelo presidente da associação, Pedro Costa Ferreira, numa cerimónia com diversas personalidades do setor. A Madeira vai receber este ano o evento, de 14 a 17 de Novembro, tal como já tinha sido anunciado. Sobre esta escolha, o presidente da APAVT voltou a afirmar que é “provavelmente a região perfeita para acolher um congresso da APAVT em Portugal”, pelos “números expressivos da atividade turística da região, pelo seu peso no PIB da Madeira e pela importância do mercado interno para a construção desses mesmos números”.

Pedro Costa Ferreira lembrou que, nos últimos anos, a APAVT tem feito “um trabalho notável com a Associação de Promoção da Madeira”, que se tem traduzido na dinamização do mercado interno. “Estamos muito satisfeitos que, em cima desse trabalho, possamos, com os nossos amigos, fazer este congresso na região”.

Para o presidente da APAVT, o congresso acontece, este ano, num “momento único”. Além do setor  se encontrar em final de ciclo e do país estar em mudança de legislatura, o turismo tem “uma série de desafios tremendos para iniciar um novo ciclo”, disse, dando como exemplo “as questões aeroportuárias e de transporte aéreo, não só no aeroporto de Lisboa, como no Funchal, no Algarve e nos Açores; o problema dos recursos humanos e de qualidade de serviços em algumas atividade turísticas; a mobilidade turística em algumas cidades e a necessidade de pôr mais território no turismo; etc.”

No final do congresso, o objectivo é “corresponder à tremenda responsabilidade de representar o universo das agências de viagens e liderar a discussão de olhar para o futuro”, afirmou Pedro Costa Ferreira.

Quanto aos temas, o responsável da APAVT levantou o véu para anunciar que a abertura do congresso contará com uma intervenção de Daniel Traça, Professor e Dean da Nova School of Business and Economics, que fará uma reflexão sobre os desafios macro-económicos dos próximos anos. A existência de uma reflexão mais multidisciplinar no início do congresso já é uma tradição. Assim como a contribuição do gabinete da EY e Augusto Mateus e Associados, que está a trabalhar num estudo sobre a nova abordagem estratégica do turismo em Portugal e que servirá de base à discussão do tema central do congresso. O estudo será mais tarde publicado em livro, sendo um contributo da APAVT para “a discussão sobre o futuro do turismo, da economia e do país”. Como já vem sendo habitual nos congressos da APAVT, haverá lugar a uma discussão sobre os desafios da região que acolhe o evento, neste caso a Madeira. Haverá também espaço para a discussão de temas mais ligados à Distribuição, em particular, o setor da Meeting Industry e da Aviação.

Quem está habituado a assistir aos congressos da APAVT, sabe que a associação tem por hábito convidar oradores numa vertente mais inspiracional. Um desses momentos está reservado a Johnson Semedo, da Academia Johnson, que será orador convidado do congresso. Uma intervenção que Pedro Costa Ferreira espera que seja “tanto uma lufada de ar fresco como um estalo na cara de todos nós”.

Este ano, pela primeira vez, a APAVT disponibilizou um período de inscrições só para associados, que terminou esta terça-feira. O número de inscritos até ao momento levou Pedro Costa Ferreira a afirmar que “estamos quase a bater um recorde de representatividade e vamos lá chegar certamente, porque as inscrições continuam”.

A representar a Madeira neste evento esteve Roberto Santa Clara, para quem o congresso da APAVT será o último projeto como diretor executivo da AP Madeira, uma vez que a partir de setembro vai assumir funções na administração do aeroporto Cristiano Ronaldo, como diretor-adjunto.

Roberto Santa Clara aproveitou o momento para fazer o balanço do trabalho conjunto que iniciou em 2015 com o setor da distribuição turística em Portugal. “A estratégia parecia simples, era trabalhar com a Distribuição nacional e o mercado português, e fomos apelidados de loucos. Como disse o Pedro Costa Ferreira, provámos que era possível, crescemos a dois dígitos por mais de um ano e foi possível convosco construir esse sucesso. (..) Será um grande congresso e especial para nós. A mudança de ciclo chegou um pouco mais cedo à Madeira e, portanto, será um congresso que nos obrigará a repensar. Se foi possível com a operação turística, com as agências de viagens e com a APAVT, ao longo destes quatro anos, crescer consistentemente no mercado português, vai ser possível no futuro”, concluiu.