/Navio Escola Sagres chega amanhã a Cabo Verde e já há imagens da viagem…

Navio Escola Sagres chega amanhã a Cabo Verde e já há imagens da viagem…

O Navio-Escola Sagres, da Marinha Portuguesa, começou no dia 05 de Janeiro uma viagem que se prolongará por mais de um ano e vai recriar quase totalmente a primeira viagem de circum-navegação do planeta, comandada há 500 anos pelo navegador português Fernão de Magalhães.
Neste momento, a Sagres está muito próxima de Cabo Verde onde atraca amanhã, domingo, pelas 09h (10h em Lisboa), no porto da Cidade da Praia.
“Estamos em pleno oceano, não há grandes perigos nas proximidades. Estamos a navegar à vela há quase dois dias e previsivelmente vamos conseguir navegar à vela até Cabo Verde sem ser preciso utilizar o motor. Isso são sempre boas notícias porque o navio fica mais confortável navegando à vela”, dizia na quinta-feira o comandante do navio-escola, António Maurício Camilo.
O NRP Sagres largou na manhã do dia 05 de Janeiro de Lisboa e teve em Tenerife o primeiro local de paragem, onde atracou a 10 de Janeiro, no porto de Santa Cruz de Tenerife.
Durante os dois dias em que esteve aberta ao público, a Sagres recebeu mais de 2000 visitantes. “Tal como aconteceu com a expedição de Fernão de Magalhães, o primeiro porto da nossa viagem de circum-navegação é em Tenerife”, escreveu o comandante António Maurício Camilo no diário de bordo.

A 12 de Janeiro, o comandante agradecia “a todos os visitantes que subiram a bordo do NRP Sagres”, antes de seguir a rota rumo a Cabo Verde – dobrando o Cabo Bojador em direcção à Cidade da Praia
“Continua a aventura para a Sagres e para a sua guarnição, agora rumo a Cabo Verde. O NRP Sagres largou na manhã do dia 13 de janeiro do porto de Santa Cruz de Tenerife (…) Encontra-se agora a navegar rumo à Cidade da Praia, na Ilha de Santiago em Cabo Verde, onde irá atracar no próximo domingo, dia 19 de Janeiro.”, escrevia António Maurício Camilo, no dia seguinte.
O bom tempo continua a presentear o navio e apesar do vento ter estado fraco nos primeiros dias, aumentou no dia da partida e permitiu à Sagres colocar pano e navegar à vela, o que significa que a velocidade foi reduzida.
O jornalista António Lousã, da RTP, que está a bordo da Sagres, escreveu no dia 15 que “a perda de velocidade não é preocupante”, porque o Navio-Escola ia adiantado.
“A Sagres tornou-se de repente uma nave majestosa (“fotogénica” diz-nos o comandante com orgulho). Em modo de movimento à vela, balança suavemente e faz muito menos ruído. À proa pode mesmo ouvir-se o silêncio, mitigado pelo ruído de uma ondulação ligeira e do vento fraco que agita as velas. Mais para a ré, ouve-se ainda o funcionamento dos geradores de bordo”, contou António Louçã.

Começam as experiências científicas a bordo
A volta ao mundo do Navio-Escola Sagres inclui a realização de vários projectos científicos. Uns são conduzidos pelo navio e outros vão desenvolver-se com o embarque de alguns cientistas em partes da viagem.
Os projectos científicos da Marinha Portuguesa a bordo daquele navio-escola vão ser realizados em parceria com a Universidade do Minho, Universidade dos Açores e Instituto Hidrográfico da Marinha, entre outras instituições.
Um destes projectos começou já a ser realizado. A 15 de Janeiro foi lançado à água o ‘Towfish’, um equipamento que vai ser ser rebocado durante vários períodos da navegação para recolher dados do oceano para fins científicos.
Foi desenvolvido pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e pela Marinha Portuguesa no âmbito do protejo SAIL (Space-Atmosphere-Ocean Interactions in the marine boundary Layer)
“O objetivo passa por desenvolver uma plataforma de observação científica no navio-escola NRP Sagres para a recolha de dados sobre a atmosfera e o oceano”, informa o INESC TEC numa nota sobre o protejo.

Neste momento, o Navio-Escola Sagres está muito próximo de Cabo Verde onde atraca amanhã, domingo, pelas 09h (10h em Lisboa), no porto da Cidade da Praia.
Os cientistas esperam por um lado, aumentar o conhecimento sobre o clima através do estudo dos efeitos das alterações climáticas no circuito elétrico do planeta.
“Por outro, pretende-se avaliar a saúde do oceano, que tem um impacto significativo ao nível global em setores como as pescas, atividades marinhas ou até mesmo a energia, através da recolha de amostras biológicas (peixes) para análise posterior em laboratório”, explica ainda aquele instituto que integra a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
A 16 de janeiro, a tripulação participou num exercício com simulação de incêndio. “Fazer refeições deliciosas e pão fresquinho não são as únicas funções dos nossos cozinheiros e padeiros. Além dessas funções, os padeiros e cozinheiros são os socorristas do navio e integram a equipa de saúde ao lado do médico e do enfermeiro”, revelou o comandante no diário de bordo.
O treino foi de incêndio na cozinha e empenhou toda a guarnição, que teve um desempenho eficaz “e foi felicitada pela exigente equipa de avaliadores externos que acompanha esta tirada da viagem”, escreveu por sua vez o jornalista António Louçã. Ontem repetiu-se o exercício com simulação de incêndio, mas desta vez na casa das

Fonte Mundo Português