/Diploma para criação de Escola Portuguesa em São Paulo foi promulgado mas não há data de abertura

Diploma para criação de Escola Portuguesa em São Paulo foi promulgado mas não há data de abertura

No dia 09 de maio, o Governo português aprovou formalmente numa reunião do Conselho de Ministros a criação da Escola Portuguesa em São Paulo, que será a primeira do Brasil.
Segundo um comunicado divulgado pelo Conselho de Ministros, a “Escola Portuguesa de São Paulo, de currículo português, integra-se numa nova geração de escolas públicas portuguesas no estrangeiro, caracterizadas por uma ampla autonomia administrativa, financeira e pedagógica e dispondo da possibilidade de adequação da oferta formativa às exigências de cada contexto”.
No dia 21 deste mês, o diploma que cria a Escola Portuguesa de São Paulo foi promulgado pelo Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa.
A criação da escola surgiu de uma parceria firmada entre o Governo de Portugal e Governo do estado brasileiro de São Paulo e a expectativa é atender todas as nacionalidades,
O executivo de São Paulo, que cedeu o terreno e o prédio onde a instituição será implantada, pediu que 10% das vagas fossem destinadas a alunos brasileiros de escolas públicas.
A futura escola será uma instituição de ensino com dupla certificação curricular, dotada ainda de um Centro de Língua Portuguesa e de um núcleo de formação para professores.

Sem data prevista de abertura

Mas a primeira Escola Portuguesa internacional do Brasil não tem data prevista de abertura, como confirmou à agência Lusa o cônsul-geral de Portugal em São Paulo, Paulo Nascimento.
“É difícil dizer algum prazo para a abertura da escola. A intenção das autoridades portuguesas é, sem dúvida nenhuma, abrir a escola num prazo mais curto possível. Eu não posso dar uma previsão porque há uma série de passos que não dependem exclusivamente da nossa vontade”, explicou Paulo Nascimento.
O diplomata disse que “não depende das autoridades portuguesas nem das autoridades brasileiras, mas de uma conjugação de fatores: se a transformação que for decidida fazer-se no edifício vai ser uma coisa que demora três meses ou é uma coisa que demora sete (meses), por exemplo”.
Além das aprovações, o início do funcionamento da escola depende também do currículo a adotar.
“Existe já uma proposta que foi entregue às autoridades de São Paulo que ainda não nos enviaram uma resposta sobre o currículo. Foi feito e entregue um projeto curricular e agora aguardamos uma resposta”, concluiu Nascimento.
O termo de cessão a Portugal, por um prazo de 20 anos, do edifício onde ficará implatada a Escola Internacional foi assinado a 29 de março do ano passado no Palácio Bandeirantes, sede do governo do estado de São Paulo. O edifício, que foi sede da Diretoria de Ensino Centro-Oeste, está localizado no bairro do Sumaré.
Em setembro de 2017 foi criado o Grupo de Amigos e Patronos da Escola Portuguesa, “plataforma aberta a todas as instituições, empresas, individualidades, organizações e lideranças que queiram contribuir para o processo de edificação e estruturação da futura Escola”, lê-se numa nota publicada naquele mês, no site do Consulado de Portugal em São Paulo.
“O objetivo é agregar empresários, personalidades e instituições, promover encontros periódicos e estabelecer um fluxo de ideias e ações que possam fomentar ideias, investimentos e parcerias com vista a construir um projeto de educação de qualidade internacional para a cidade de São Paulo”, explicava na mesma nota.
A rede pública das Escolas Portuguesas no Estrangeiro está implantada em Angola, Cabo Verde, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.